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		<title>Todo jardim&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 18:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles. &#160; Rubem Alves]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-31" title="DONA FLOR" src="http://www.montadorapaulista.com.br/regina/wp-content/uploads/2011/06/DONA-FLOR1-300x234.jpg" alt="" width="300" height="234" /><br />
Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rubem Alves</p>
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		<title>Olho o Ipê&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 19:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>

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		<description><![CDATA[Olho o ipê florido. Paro encantado com seu amarelo. Ipê, para mim, é símbolo de amarelo. Aquele ipê me faz voltar à minha infância em Minas, agosto, pastos secos, frios,  céu azul, bolas de amarelo. Não quero fazer nada com o ipê. Só contemplar. Rubem Alves Quarto de Badulaques LXXXI Correio Popular 20/11/2005]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Ipê Amarelo" src="https://lh5.googleusercontent.com/-6VVabDStxt0/Td_27NtVTMI/AAAAAAAAExY/1j6-XT1xIHw/s640/olho%252520o%252520ipe%252520florido.jpg" alt="" width="433" height="325" /><br />
Olho o ipê florido.<br />
Paro encantado com seu amarelo.<br />
Ipê, para mim, é símbolo de amarelo.<br />
Aquele ipê me faz voltar à minha infância em Minas,<br />
agosto,<br />
pastos secos, frios,  céu azul, bolas de amarelo.<br />
Não quero fazer nada com o ipê.<br />
Só contemplar.</p>
<p>Rubem Alves<br />
Quarto de Badulaques LXXXI<br />
Correio Popular<br />
20/11/2005</p>
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		<title>Jardim Perdido</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 20:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner Andresen]]></category>

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		<description><![CDATA[Jardim em flor, jardim de impossessão, Transbordante de imagens mas informe, Em ti se dissolveu o mundo enorme, Carregado de amor e solidão, A verdura das árvores ardia, O vermelho das rosas transbordava, Alucinado cada ser subia Num tumulto em que tudo germinava. A luz trazia em si a agitação De paraísos, deuses e de infernos, E os instantes em ti eram eternos De possibilidade e suspensão. Mas cada gesto em ti se quebrou, denso Dum gesto mais profundo em si contido, Pois trazias em ti sempre suspenso Outro jardim possível e perdido. Sophia de Mello Breyner Andresen]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="dsdsds" src="https://lh6.googleusercontent.com/-wpCc6fEslW0/TNPxSSBtiEI/AAAAAAAAARM/N6YZmRUXKgk/quase%252520nada%252520sssss.jpg" alt="" width="400" height="333" /></p>
<p>Jardim em flor, jardim de impossessão,<br />
Transbordante de imagens mas informe,<br />
Em ti se dissolveu o mundo enorme,<br />
Carregado de amor e solidão,</p>
<p>A verdura das árvores ardia,<br />
O vermelho das rosas transbordava,<br />
Alucinado cada ser subia<br />
Num tumulto em que tudo germinava.</p>
<p>A luz trazia em si a agitação<br />
De paraísos, deuses e de infernos,<br />
E os instantes em ti eram eternos<br />
De possibilidade e suspensão.</p>
<p>Mas cada gesto em ti se quebrou, denso<br />
Dum gesto mais profundo em si contido,<br />
Pois trazias em ti sempre suspenso<br />
Outro jardim possível e perdido.</p>
<p>Sophia de Mello Breyner Andresen</p>
]]></content:encoded>
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